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domingo, 25 de julho de 2010

MACHADO DE ASSIS - INFLUÊNCIAS

A influência de Machado de Assis na literatura brasileira continua a ser uma constante.
A revista RenovArte (2009, Ano II, n.º 2, Rio de Janeiro, Brasil) da União Brasileira de Escritores-RJ, remete-nos várias vezes para a presença desse literato.
Nos poemas apresentados, dois deles foram buscar a inspiração a Dom Casmurro, em particular á sua personagem Capitu.
O primeiro, com o título "Soneto (Capitu)" foi criado em grande parte com excertos com excertos do próprio livro, como o seu autor, Elvé Monteiro de Castro informa.
Elvé Monteiro de Castro, segundo as notas bibliográficas publicadas em rodapé, é de Minas Gerais e residente no Rio de Janeiro há mais de 40 anos. Engenheiro de electrónica e física (Ph. D.), aposentado da CNEn - Comissão Nacional de Energia Nuclear. Escreveu Quases (2002) e Pele & Papel (2007), tendo além disso coordenado uma colectânea 1825 dias de poesia do Grupo Poesia Simplesmente (2004).
O outro poema também se centra na figura de Capitu que dá também nome ao título, usando a sua autora o nome sem ser na forma de diminutivo, "A Capitolina", forma subtil de valorizar essa figura feminina. A sua autora, Teresa Cristina Meireles de Oliveira é doutora em poética pela Faculdade de Letras da UFRJ e professora de Literatura Comparada na mesma Universidade. Como poeta, publicou Cantares de Marília (1998) e Porto Submerso (2002). É também membro da Academia Brasileira da Literatura, do PEN Clube do Brasil e, actualmente, Directora Cultural da UBE-RJ. Teresa Cristina Meireles de Oliveira é uma estudiosa da obra de Machado de Assis, sendo autora, entre outros trabalhos de A Semântica da Ironia e Processo Metafórico em "Dom Casmurro", Rio de Janeiro, UFRJ, 1973.
Ainda na mesma publicação encontramos um soneto dedicado ao próprio escritor "A Machado de Assis" da autoria de Messody Ramiro Benoliel, que é a presidente da Academia Brasileira da Trova (ABT).

segunda-feira, 28 de junho de 2010

MACHADO DE ASSIS (1839-1908) - "DOM CASMURRO"

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, no seio de uma família humilde. O pai, mulato carioca, pintava paredes, enquanto a mãe, uma imigrante açoriana, era lavadeira.
Machado de Assis teve apenas oportunidade de fazer a escola primária, sendo, portanto, um autodidacta.
Foi sacristão, empregado de livraria, aprendiz de tipógrafo e revisor tipográfico.
O seu interesse pela literatura espalhou-se pela poesia, romance, novela, conto, crónica, crítica, teatro e tradução.
Foi sócio-fundador da Academia Brasileira de Letras e seu presidente desde 1897 até à sua morte.
Na sua escrita distinguem-se duas fases. A primeira de adesão ao romantismo e a segunda, a partir de 1880, realista.
O romance Dom Casmurro pertence à fase realista e trata da paixão de Bentinho por Capitu que o trai com o seu melhor amigo. Foi publicado no Rio, em 1899 e constitui o apogeu da sua trajectória literária.
Os nomes das personagens fazem parte da própria caracterização das personagens. Com Bentinho, Machado de Assis sugere a ingenuidade, enquanto que o de Capitu parece apontar no sentido oposto, com a sua sonoridade a fazer lembrar o "capeta".
A narração, relativamente ao adultério, permite alguma ambiguidade interpretativa, que tem levado estudiosos a considerar a sua não existência.